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Diretora Executiva do Centro Cultural ministra palestra na UNISUL

Publicado em 23/11/2011

Professor deve amar o que faz, diz palestrante

Curso de Letras Unisul promove palestra e workshop com dicas de como ser um bom profissional em sala de aula


“Venham todos sentar mais à frente, quero olhar olho no olho”, foi desta forma que a professora Arlete Cordeiro iniciou sua palestra na noite desta quinta-feira (20/10) no Salão Nobre do Bloco Sede da Unisul. A diretora-executiva e acadêmica do Centro Cultural Brasil – EUA de Joinville leciona há 43 anos e veio à Tubarão dar dicas a acadêmicos do Curso de Letras quanto sua futura profissão de professor.

Ao ser questionada quanto ao objetivo de sua apresentação, O Profissional da Língua Inglesa e O Mercado de Trabalho na Contemporaneidade, a professora não hesitou em dizer que mudanças devem ocorrer: “Quero que o professor seja, de fato, professor, e não o que a maioria está mostrando ser: profissional sem paixão. Não é fácil seguir este caminho, mas se foi o escolhido, você tem que se dedicar 100%”.

Durante a palestra promovida pelo Curso de Letras, em comemoração aos seus 40 anos, a professora Arlete decorreu vários aspectos que devem ser levados em conta pelo bom professor. “Ter conhecimento é fundamental, mas é apenas uma parcela do processo. É importantíssimo cuidar da aparência e ter o controle da voz para chamar a atenção do aluno da forma desejada. Não há receita única, cada profissional deve encontrar sua maneira de fazê-lo e resolver as dificuldades que irão aparecer”, explica.

A palestrante também falou da atual falta de valorização que sofre o profissional. “Se o aluno e a sociedade desrespeitam, a culpa é nossa. Há 40 anos, o professor era autoridade, não apenas em sala de aula, mas era respeitado como um policial costuma ser. Se a situação mudou, algo em nós também está errado. É porque hoje já se sai da faculdade sem ter dedicação, sem estudar, sem vontade de fazer o que escolheu para sua vida. Se não quer ser professor, não siga!”.

“Enquanto professora, eu entendo que o aluno é meu desafio e cada um é único, com seu jeito, suas dificuldades e medos. Portando devo me adaptar. Médicos, advogados, juízes, todos passaram pelas mãos de seus professores, isto nunca irá mudar. Temos que aprender a nos valorizar e à nossa profissão. Somos fundamentais para a sociedade, não devemos fracassar”, conta Arlete.

Mariana Santana Vieira é acadêmica do oitavo semestre do Curso de Letras da Unisul e esteve presente no evento. “Esse tipo de atividade enriquece o aprendizado, promove a troca de ideias. Também sou professora de inglês e aprender com outras experiências é bem positivo, são dicas também para as minhas aulas, posso levar para a minha realidade”, argumenta a aluna.

Quem também prestigiou o momento foi Renata Dal-Bó, professora de inglês e diretora de uma escola de idiomas de Tubarão. Soube do evento através de divulgação e decidiu participar. “Acredito ser importante dar valor a quem vem de fora para nos acrescentar. Destas experiências sempre conseguimos tirar boas lições e levá-las para vida pessoal e profissional”, diz.

Leia a matéria completa em:
http://www.unisul.br/unisulhoje/ver-noticia.html?noticia.id=35073

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